domingo, 13 de novembro de 2011

Divagações (XIV)



Nheeeeeiiiimmm... BLAM!


Mais uma vez, a porta se fecha.
- Por quanto tempo, desta vez?
Ninguém sabe.

sábado, 12 de novembro de 2011

No caminho




Por que era feliz, sorria.
Só ria.
Só, ria.
E prosseguia.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sobre o amor, parte IV





Nem sempre vai ser correspondido,
E nem por isso será menos bonito.
Nem sempre será recíproco,
E nem por isso deixará de ser amor.

Pois amor que é amor, se basta.

domingo, 6 de novembro de 2011

Ao sair, apague a luz.




Não há como uma porta se fechar com força e não tremer as paredes.
Mas aqui dentro é seguro, sabe? Dentro de casa é seguro.
A porta trancada, cortinas nas janelas.
Preciso acender as luzes; se bem que... Não preciso ter medo do que não vejo.
Escuro. Sim. Escuro é bom.
Eu, a cama, o sonho. Nos sonhos a gente pode ser feliz e não precisa contar a ninguém.
Ninguém.
Nada.
Sim, está bom. Assim está bom.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sem querer




E foi assim, por distração:
Acabaram se apaixonando...


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Divagações (XVIII)



Quando o medo é maior do que a vontade,
o coração acha lindo que as penas das asas tenham crescido
novamente, mas ainda tem receio em se deixar voar...


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sob medida





Dona Panela tem andado chateada por que desde aquela vez em que a deixaram cair não há mais tampa que lhe sirva. (Ela entortou um pouco, sabe)

Embora Dona Panela ainda sirva para o mesmo propósito, sonha em encontrar uma tampa tão torta quanto ela; uma tampa que, igualmente amassada, lhe encaixe como se tivesse sido feita exclusivamente para isto.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dicionário (I)




Uns poucos dias de convivência bastavam
para qualquer um perceber que, na gramática
da menina, “querer” era um verbo intransitivo.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dança invisível




E ele não faz idéia da bailarina que nasce dentro de mim
toda vez que eu fico na ponta dos pés para o abraçar...


domingo, 9 de outubro de 2011

Este lado para cima






Chegou assim, invadindo os meus muros,
Desarmando minhas proteções,
Descobrindo esconderijos,
Pulando as barricadas,
E o que restou:
Eis o bibelô de vidro,
antes tão bem escondido,
agora correndo eminente risco
de ser todo quebrado outra vez...